sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cacau cafeinado.

...Uma cena; a mais bela.

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Os postes intermináveis, com as luzes amareladas, iluminando toda a passagem.
Acelera. Carro. Coração.
A gente se reinventa nas próximas horas.
O café mais delicioso; o chocolate, que mais parecia uma noite com vinho e histórias imprecisas.
As palavras se atrapalham.
Há que se tomar cuidado com o tom de voz do convite ao pecado, acanhado, incansável, grudado na mente de ambos.
Controle combinado com sensibilidade, e a vontade batendo nas mãos frias, loucas de desejo pelo cabelo recém-cortado, e desce até se espetar na maciez da barba mal-feita; charmosa.
Aconteceu. Perto dali, na fértil e desinibida imaginação.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

? Platonismo quase real

Duas pessoas que decidem pelo platonismo que, perfeito, toma o lugar do real duvidoso.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Cócegas

"É difícil achar um rastro de sanidade no meio de toda essa poeira."
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Ri, mesmo. Tinha dito, mas não se resolveu. Só estava escondido esperando pra começar a borbulhar.
Por agora, só existe em mim uma pessoa se sentindo como a descarga que rasga o silêncio da noite.
Nada de perfeito, mas um pouco disso e daquilo. É só o que sei fazer, e só o que não adianta.
Aquele elogio que sai da sua boca me confunde. Porque não sei até que ponto devo ir sem que eu me machuque.
E do que adianta mesmo parecer mais nova?
Que tal uma sessão de hipnose..? "Agora estou ficando velha, a cada hora envelheço uma ano mais... No decorrer de sete horas está tudo normal..". E eu mais velha.
Eles dizem que isso não importa.
Dê-me um copo d'água. Quero me afogar. As rugas feitas pela água devem ajudar no meu plano patético...

Stop com pedras rolantes

"Hoje eu decidi dar um tempo no tempo que me tentava"
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Parei. Sentei naquela pedra que sustenta o banco feito do tronco da árvore que nem era culpada de nada. Depois abri o livro naquela página e continuei a ler as palavras do SteinbecK.
Algumas partes engraçadas fizeram surgir um meio sorriso no canto. As outras eu nem prestei muita atenção.
Parei. Levantei-me e fui à padaria tomar um suco. O suco que se dizia mais caro que a bengala de ouro na loja da esquina. A filha da p#*@ que estava no caixa queria me cobrar R$ 9,20 por um suco. Nove e vinte. Eu pensei: "A crise já chegou a esse ponto?". Ponto.
Parei. Voltei à realidade. Os olhos insistindo em querer cuspir algumas gotas de lágrima. Passei na locadora. Talvez um filme de comédia arranque gargalhadas forçadas pra dar um soco nesses olhos teimosos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ar(do)Mário.

Peculiar. O que foi dito sobre ele é que é um sujeito peculiar.
Se embebeda de leituras diárias, pra não ter que tolerar a ignorância mesquinha diluída em falsidade que anda por mentes alheias e nada diabólicas. Elas não têm o que construir.
Quem se importa se pode acarretar em frustração, solidão?
Sozinho, mas acompanhado das mentes mais brilhantes já existentes.
Os demais não descobriram ainda (talvez nunca descobrirão), mas o que existe dentro daquelas páginas folheadas por dedos calejados de curiosidade dá uma sensação de uma força sem igual. Superioridade. O hedonismo se ocultando por trás de prazeres imperceptíveis aos outros.
Ele aprendeu a ficar calado quando a farça vem querendo tomar conta da conversa. Afinal, por que não contemplar o silêncio? Mais valioso que a palavra mal construída...
E ele sabe que a ele pertence o fim disso tudo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Tinta da Fresca

Uma caneta carregada de inspiração e uma mente vazia.
A casa vazia.
Qual o pedaço bom dessa situação? E qual o ruim?
É o quase recomeço...

Apague o cigarro, e vamos àquela festa à fantasia.
Já consegui as nossas, não se preocupe. Apenas se apresse.
A hora que saio já é tarde. É a hora que você chega.
Quando elas vão se cruzar e permitir que meus pés
caminhem em direção aos seus?
Seu gosto é o meu fantasiado de libertinagem. Meu gosto é o seu fantasiado de contrário.
A propósito, a gente tem alguma sintonia?

Se você quer me mostrar, por que você se esconde atrás dessa cortina?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bon Voyage

Eles se foram lá pra longe. Um norte distante.
De companhia só restaram lágrimas nos olhos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sons de chocolate

É por isso que eu digo sempre: Se for pra fazer de chocolate, que seja por inteiro, não vá enfiar jabuticabas no meio...
Outras palavras. Mesma idéia.
Nesse acaso, você percebe na mesma hora o feitiço dando uma voltinha e acertando no trazeiro do seu princípio.
Quer surpreender? Então não faça pose antes do ataque. Toma a postura errada e diferente do que é ser você. E depois, seja você, com classe. Surpreendente, brilhante.
_Mas eu não sabia...
_Oh...
_Que lindo!

Ônibus

"Aos dois destinos eu cheguei sozinha.
No banco ao lado a mochila descansava..."
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E fui pensando. Dessa vez não peguei o livro pra doer a cabeça, por causa do roçar de pneus e paralelepípedos, e das paradas bruscas. Mas nem existiram paradas... Sozinha eu fui. E foram também meus pensamentos, pra bem longe dali.
O costume faz acomodar. Quase me esqueço de puxar a cordinha. Se esquecesse, teria algum problema? Talvez eu fosse parar no país das minhas maravilhas, e veria um coelho.. um coelho não, uma borboleta apressada, e a seguiria. Depois as pessoas vestidas de carta, poções, sorrisos, reis e rainhas, portas grandes e pequenas dando caminho a mundos diferentes.
Mas eu puxei a cordinha e "Piiiiih", o motorista sabia que eu não ia pr'aquele outro país, porque não era aquele o ônibus que ia pra lá. Então parou e me deixou descer, no lugar onde os macacos se vestem de pessoas e fingem saber importâncias. So... Let's go!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Saudade + Inconformismo

Ai... Cansei! Vivo cansando, aliás. Dessa mediocridade, desse conformismo.
O que eu não me cansaria está longe, e longe de se tornar real outra vez. Um plano desenvolvido e plano. A subida dos morros me consome.
E eu que achei que ia ser a mais feliz das realizações. Mas cansei desses 'achismos' também.
Ainda quero ver a famosa luz no famoso fim do famoso túnel. Porque só tenho calma quando os dedos passeiam pelo braço do violino. Mas só isso não basta. Eu queria um pouquinho dos velhos amigos. A pirataria é tanta que hoje falsificam até amizades. Obrigada, dessas eu não quero.
Prefiro a companhia dos clássicos, embora só eu os escute, enquanto eles não dão a mínima pros olhos que se fecham para ouvir e os ouvidos que olham atentamente. E mesmo assim, prefiro eles.
Vocês deveriam saber que de nada adianta essa briga pelo melhor lugar. A briga deve existir entre você e você. Apenas. E aí o lugar vem como você merecer...
Que saudade do trabalhinho de inglês do colegial, quando a música, mesmo não levada tão a sério, fazia mais emocionado qualquer um que visse. Graças às graças, aos vínculos e aos velhos.

No passo da bailarina

Sem preocupações inventadas. Já acabou.
Eu pude ver. E só existia o ego te consumindo, consumindo...
Os outros estavam certos. O que eu via era mesmo criado.
A tal da idéia do que não se conhece e tenta fazer todas as sapatilhas das bailarinas dançarem perfeitamente sincronizadas.
Uma das bailarinas quase torcera o pé.
Se existisse euforia, lá estaria ela, no chão, seguida das caras estranhas no público fazendo "Ooh..".
Mas, ah.. Como ela conseguia parecer uma pluma, de tão leve! Uma calma invejável...
Ninguém percebera. Sim, perceberam todos, mas ficou lindo, mesmo assim.
Me visto agora de sorrisos e atenção aos buracos das calçadas. Sem mais interrupções.

domingo, 14 de junho de 2009

ideal

Eu leio você como quem lê um aviso de "não pise na grama". Não dão a mínima.
Numa parte do sonho você se transformava naquele que o meu desejo esculpiu uma vez.
E que nada tem a ver com você de verdade.
Descobri que os livros sozinhos, eles não conseguem dar forma a alguém. É preciso mais, uma pitada de curiosidade e criatividade. Misturado, tudo misturado.
Essas idéias que transparecem, pelas quais o mistério se deixa deglutir, não fazem parte do meu mundo.
Às vezes é preciso manter em segredo certa coisa que surpreende, para ser mais do que poderia ter sido. Ou vai parecer que comi um pedaço estragado do céu, que embrulha o estômago só de lembrar.
O ideal seria todo mundo se esforçar pra ter um dia melhor que o outro, sair dessa 'roda-viva'. Senão vai morrendo aos pouquinhos e, quando vê, só um epitáfio pra não contar história.
Deixe as pernas doerem de andar, não de ficar sentado. Deixe as vistas doerem de sair no clarão do dia, não de estudar obrigado.
E eu vou ler você como quem lê um bom livro, daqueles que dá vontade de voltar quando se lê o último ponto final.

This fucking ring of fire

"...I fell for you like a chield
Ooh, but the fire went wield..."

O que vamos fazer é gastar o tempo fazendo dobraduras.
Um coração vermelho de papel, um passarinho azul-mal-feito, feito um vidro embaçado.
Não existe rotina ser doce. Não cabe fazer o igual para sempre parecer um pouquinho bom.
Se essa paixão veio forte, viva isso ou não. Escolha, tendo a não-escolha como uma escolha. Bom Sartre. Mas a escolha pode não ser sua. Essa parte dói um pouco lá no fundo, mas me disseram ontem: "Antes vermelha por alguns segundos, que amarela pelo resto da vida".
Não dá para viver isso, com esse signo prepotente e orgulhoso, e tímido sim.
Take it easy...



Um e outro, mesmo show

O show era o mesmo.
Um corpo dançante, enérgico, gritante.
O outro nem tanto. Dançante, mas triste, gritante, mas desolado.
Todos os corpos se entrelaçando, se divertindo, se apaixonando ou deixando pra lá.
Menos um e outro, que ali um queria se corromper pela fumaça, intercalando entre poucos minutos.
Uma bala. Essa acerta no peito como uma esperança. E depois, fumaça. Sempre a fumaça.
Conselhos teatrais escorrem pelo ouvido do outro, uns com ajuda trapaceira, outros com ajuda verdadeira, que tenta fazer não acontecer.
A madrugada já veio. Antes do dia chegar, um táxi e uma dormida com a mesma roupa. A troca é só na claridade do dia, um banho e lembranças. Alegres e tristes.

sábado, 13 de junho de 2009

Não na hora marcada

Outra vez ele não estava lá.
Ele pergunta onde ela vai estar, talvez para dobrar a próxima esquina, uma que vá para o lugar mais longe dali, de onde ela dissera.
O que vai ser melhor? Esquecer. Essa é a única saída.
Um coração feito um ursinho velho, desgastado pelo tempo, deixado de lado em troca daquele brinquedo da moda.
Sem olhos puxados. Sem calafrios e expectativa.
O tempo, aquele que o homem inventou, já passou.
A demora, embora sedutora, se esvaiu em pedacinhos de um quebra-cabeça que talvez não seja nunca montado. Ela parou, como parou a esperança. Não existe mais demora quando não há mais o que se esperar.
Aquele lugar lá longe era mais divertido, mesmo que sem ela.
O lugarzinho ali mais perto trazia o sufoco da rotina, já era muito visitado.
Vamos andar em outro lugar...

O dia de ser feliz

No começo um café, daqueles feitos na hora, que fazem acordar só pelo cheirinho bom.
E depois aquele andar, devagar, pela rua recém molhada de chuva.
As árvores dançam no ritmo da brisa, alegres, sorridentes.
O céu as olha de cima, com aquele ar de satisfação.
Nesse ponto, o olhar se cruza com o de um passarinho.
Ele mostra a diversidade de vida que existe pra se viver...
Um violão. Uma partida de futebol (ou xadrez).
Depois uma lua...
Ou um filme. Ou um teatro.
Ou um concerto com um solo de violino que faz o coração saltitar de felicidade.
Um encontro com os amigos mais engraçados, vindos de todas as partes.
E dar gargalhadas até as costelas não aguentarem de dor.
No final um sono tranquilo. Transparecendo um sorriso no canto... Foi feliz.